terça-feira, 26 de julho de 2011

06/07/2011 - Dia do registro dos times e segunda incursão a Istambul

No início desta manhã foi aberto o registro dos times da Robocup Junior. O registro foi dividido de acordo com as categorias e, após uma curta espera (bem, nem tão curta), o time tinha sua participação confirmada e recebia um kit consistindo de camisas para os participantes, certificados e materiais informativos sobre o evento e sobre a cidade - um mapa com informações turísticas.

Ao entrar no salão do Expo Center destinado às competições da RoboCup Junior, as equipes se dirigiram a seus pits pré-determinados, onde era permitido o acesso apenas a estudantes. A equipe Guaiamuns Cibernéticos, da Dance e formada por Lucas e Gabriel, teve seu pit atrás do palco, enquanto que a Bando de Loucos, do Soccer e formada por Otacílio e Hugo, teve seu pit na parte posterior direita da entrada principal do salão. Não houve competições neste dia.




















Aos orientadores, existia um espaço disponível com cadeiras e bancadas, onde tive a surpresa (nada grata) de descobrir que não seria disponibilizado acesso à internet no local. Esse foi o ponto em que o mundial ficou devendo, em minha opinião, principalmente porque foram disponibilizadas umas poucas senhas de acesso no dia anterior, não sendo liberadas a todos. Sem internet e sem ter como comunicar-me satisfatoriamente com as equipes, não havia muito que um orientador pudesse fazer durante o evento.

Encontrei o Mauro, orientador da equipe de Brasília, que havia vindo em outro vôo. Conversando com Felipe, orientador da equipe do Espírito Santo, resolvemos ir ao centro da cidade, Felipe e eu, em busca de eletrônicos. Então, nos dirigimos à estação de trem (havia uma próxima ao Expo Center) e, de lá, fomos até a estação de Zeytunburnu, onde fizemos a baldeação para o metrô, no qual nos dirigimos até a estação de Beyazit - onde se localiza o Grande Bazar (em turco, Kapalı Çarşı).

O Grande Bazar é o maior referencial da grande atividade comercial exercida milenarmente pelos turcos. Trata-se de um grande labirinto coberto de lojas, que foi criado pelo sultão Mehmet II, em 1453 - logo após a tomada da cidade, que marca o início da Idade Moderna. O Grande Bazar conta com vários portões de entrada, sendo nossa escolha a Porta de Beyazit, fotografada abaixo:



Abordados por guias turísticos mantidos pela prefeitura de Istambul (aparecem com camisas azuis na foto anterior, atrás de Felipe), fomos informados de que o Grande bazar não comercializa eletrônicos e acabamos por começar nossa visita pela Çadırcılar Caddesi, o Bazar do Livro.

Inicialmente os livros impressos eram considerados uma má influência e eram proibidos na Turquia. Apenas manuscritos eram comercializados no Bazar do Livro. Apenas em 1729 foi impresso o primeiro livro, um dicionário árabe. Este bazar é constituído por uma rua que termina em um pátio amplo, contendo inúmeras lojas que exibem seus livros, iluminuras, fotografias e outros souvenirs em pequenas bancas e em prateleiras no seu interior. O preço dos livros é bastante acessível e facilmente são encontradas obras de todas as áreas, inclusive livros muito antigos (e páginas de livros vendidas separadamente).




Regressamos à porta Beyazıt e entramos propriamente no Grande Bazar, pela Kalpaçılar  Başi Caddesi, a rua mais larga do local. É difícil não se encantar diante de tantos produtos ofertados e é praticamente impossível que o visitante saia sem ter adquirido algum produto de seu interesse (ou ter comprado algo que não precisaria comprar).













Saímos do Grande Bazar pela porta Çarşıkapı, seguindo em direção a nosso próximo destino: Sultanahmet.

A praça Sultanahmet concentra um complexo de jardins vastos e é onde se localizam monumentos significativos, como a Mesquita Azul (Sultan Ahmet Camii), Santa Sofia (Haghia Sofia) e o Hipódromo (At Meydanı). Impossível não se deixar levar pela história ao visitar esse local, repleto de memórias que nos são impregnadas pelo próprio ar.

Aproveitamos a parada para comer pasta (bolo, em turco) e, em seguida, nos dirigimos à Mesquita Azul. Antes de entrarmos, a visão do Hipódromo surge a nossa frente, com suas três colunas centrais: o Obelisco Egípcio, a Coluna de Serpentina e, ao fundo, a Coluna de Constantino Porfirogeneta (Coluna de Bronze), em reforma. O Hipódromo, que hoje constitui uma praça, foi uma construção romana para 100.000 espectadores por ordem de Constantino, sendo palco de corridas de biga. Em 532, esse local teve uma briga entre equipes rivais que acabou na Revolta de Nikos, resultando na morte de 30.000 pessoas encurraladas no estádio por um exército de mercenários a mando do imperador Justiniano.














Finalmente, entramos nos domínios da Mesquita Azul, onde visitamos o pátio, nos deixando impressionar pela grandiosidade da estrutura, rigorosamente simétrica e estonteante.








Saindo de Sultanahmet, tomamos o metrô até a estação de Yusufpaşa, e fomos até uma passarela subterrânea de Aksaray, onde finalmente conseguimos comprar os eletrônicos que tinham motivado nossa incursão. Em Aksaray, pegamos o trem que nos levou de volta até o ExpoCenter.

2 comentários:

Felipe Martins disse...

Excelente relato, Paulo! Deu saudade!! Exceto pelo pé torcido... hehehe...
Abraços!!

Paulo Marcelo Pontes disse...

Mas teu pé torcido é assunto da próxima postagem! rs

Ah, e esse blog não é meu: é nosso!

Abração.