quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FIschertechnik, uma visão alemã da robótica

Um novo desafio pela frente.

Em 2012 inicio meus trabalhos como educador de Robótica no Colégio Damas. Estreando em uma nova casa, surgem novos desafios. O mais impactante deles, certamente, será trabalhar com um kit incomum por aqui: o Fischertechnik.

O kit é produzido pela empresa alemã de mesmo nome e tem origem em presentes que a empresa produziu para coordenadores e clientes, que acabou sendo lançado comercialmente.

A montagem utiliza o conceito de encaixe por deslizamento, possibilitando uma montagem linear bastante robusta. As peças foram produzidas considerando o sistema métrico, consistindo em bases, vigas, conectores, engrenagens, etc.

O CLP é denominado Robo Interface. Possui portas de comunicação USB e Serial, além de poder ser conectada a outras interfaces. Possui portas de entrada e saída simples, às quais é possível conectar basicamente qualquer componente eletrônico que utilize fios, assim como o Arduino. A alimentação é feita por uma bateria recarregável de 9 V, que acompanha o kit.

A programação é feita em um ambiente próprio, o Robo Pro, utilizando a ideia de fluxogramas. De cara, recorda o Robolab, da Lego, que era usado principalmente para programar o RCX.

Primeiras impressões:

  • é necessário baixar um driver no site do fabricante para que a Robo Interface funcione no Windows 7. A maior parte das informações está em alemão e/ou inglês e nem sempre os links são muito claros.
  • não é fácil encontrar manuais na internet, mesmo que o kit seja vendido mundialmente.
  • a mecânica das montagens é simples, mas um simples erro em uma parte anterior faz com que você tenha que desmontar boa parte da montagem. Geralmente não é possível "abrir" a montagem na parte desejada.
  • é necessário montar bastante para acostumar-se a detalhes como o ângulo do deslizamento perpendicular no final de um bloco, por exemplo. Como nem sempre há indicações muito claras, faz-se comum essa confusão.
  • os motores não apresentam grande torque. Ou seja, é importante criar reduções para que robôs móveis possam satisfazer as expectativas.
  • o ambiente de teste no Robo Pro é bastante satisfatório ao interagir com o robô conectado.
  • é possível armazenar duas programações na Robo Interface. Entretanto, senti falta de um display.
Então, vamos aos desafios de 2012!

4 comentários:

Anônimo disse...

Fischertechnik apesa de ser muito bom nao chega aos pes do lego nxt 2.0 .Que alem de ser produsido por uma empresa mais conhecida a LEGO é melhor para iniciantes.

Paulo Marcelo Pontes disse...

A princípio, o kit Lego realmente apresenta maiores possibilidades a iniciantes. Suas montagens são mais simples e a variedade de peças oferece amplas opções de montagens.

No kit Fischertechnik, o processo de aprendizado com montagens parece-me ser mais lento, apesar de também apresentar grandes possibilidades.

Felipe Martins disse...

Paulo, desejo-lhe muito sucesso nesta nova empreitada!! Grande abraço!

Paulo Marcelo Pontes disse...

Obrigado, Felipe!

Você é o cara!